Cai a noite sobre luzes mortas
Que mortificam árvores indefesas
Penso ver olhos perdidos atrás das portas
Desejando algum dia serem realeza
No fundo da casa o banheiro dos risos.
A porta se move num balanço nauseante
A maciez nas crateras flexíveis por onde piso
Torna veracidade um sorriso delirante
Mais um copo de vinho, outro aperitivo...
Seguindo a porta, a grade por sobre a cama
Aos reflexos de um espelho pejorativo
Nesse momento pouco importa se ela me ama
Tenho o mundo nos olhos, e aprecio cachoeiras
Estou tão longe nesse mundo de cores e cinzas
Mais
uma
gargalhada
solitária
entre luzes de
vidro
1 comentários:
Santo Amaro
grita
inquieta-se
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