terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Mares e portas

Podia pensar em
Perder o último trem,
O último gole
Talvez a última linha...
Junto à ressonância do som das ondas
Ao tom do vento, entre muralhas
E mares, fazendo-se presente no vácuo
Junto à corrida pela tranqüilidade
Faz-me refletir e reencontrar-me
Num paraíso eqüidistante.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Colombina

Ressurge ao cume das atenções
A expressão de pesar e o olhar písceo
Da dama que não está de vermelho,
Por momento acredito na luz que emana de seu sorriso,
Por um segundo sinto o erro
Já que o espaço que outrora
Fora dedicado aos pássaros está sob meus pés
“Gradiva” poderia chamá-la, pois segue em frente
Num compassar de passos hipnóticos, não sei
Se pela força da minha fraqueza ou se
Por mais um lapso noutro momento cético.
Cego!
Mas não perdi a sensibilidade, pode ser
Um fetiche, pode ser o que já não
Existe, mas seu olhar denota, exporta, transporta
Uma certa sensação errônea de abstinência
Quem seria àquela hora com aqueles gestos
Tão simples e por isso tão notórios?